ABUSADO
Permita-me ser rei
Pelo menos em nossa casa
Ordens lhe darei
Com força a dominarei
Fazendo-a minha escrava.
Permita-me ser abusado
Lhe transformando em comida
Deixarei o seu corpo lambuzado
Com chocolate doce e amargo
Saciarei a minha fome com lambidas.
Permita-me ser malvado
Lhe fazendo até sentir dor
A cobrindo com o meu corpo suado
E mantendo o seu corpo marcado
Com as marcas do nosso amor.
Permita-me nos ver imortalizados
Nos tornando um casal eterno
E se estivermos cometendo um pecado
Não me importo em ser condenado
Contanto que eu possa amá-la no inferno.
Eduardo de Paula Barreto