À BEIRA DE UM INFARTE

 

 

Permita-me lhe contar um segredo,

Espero que o guarde consigo.

Não o revele, pois tenho medo

De ser mal compreendido.

 

Para escrever minhas poesias

Me coloco em profunda concentração.

Nas que escrevo à noite e nas do dia,

Sempre é você a minha inspiração.

 

Quando a beijo no rosto

E lhe abraço apertado,

Faço isso a contragosto

Lutando para me manter controlado.

 

Tento passar a impressão

De que sou apenas seu amigo,

Mas lá dentro do meu coração

Existe um grande amor escondido.

 

Espero que esta revelação

Me mantenha ainda ao seu lado,

Mas se você demonstrar decepção

Acho que serei um homem infartado.

 

Eduardo de Paula Barreto