A PRINCESA E O PLEBEU
 


Sua casa tem alamedas,
Seu alimento é fino prato,
Seus lençóis são de seda,
Minha vida não tem veredas
E eu me visto só de trapos.

O que para você é realidade
Para mim é utopia,
Enquanto você produz a sua felicidade
Transformando sonhos em verdades,
Eu fico aqui escrevendo poesias.

Você sai para andar pelas ruas,
Ir ao cinema e ao teatro,
E eu só vejo a Lua
Se ela se insinua
Através da janela do meu quarto.

Você é uma mulher completa
Que atingiu o apogeu,
Enquanto eu sou apenas um poeta
Que vive a história secreta
Da Princesa e o plebeu.

Eduardo de Paula Barreto