A CONDENAÇÃO
Ó minha amada,
Mulher que me fascina,
Que suavemente me afaga,
Que com beijos me engasga
E que com o olhar me domina.
Ó minha senhora,
Mulher repleta de malícias,
Que sempre finge ir embora
Só para poder a toda hora
Voltar e me oferecer suas delícias.
Ó minha querida,
Mulher que dá sentido
À esta minha vida,
Cuja carne aquecida
É o meu eterno abrigo.
Ó minha doce menina,
Mulher que ponho num pedestal,
Saiba que o inferno a mim se destina,
Pois se a idolatria Deus abomina
Ele me condenará no final.
EDUARDO DE PAULA BARRETO