CHAFARIZ
As luzes que restauram o dia,
A vida no cantar das aves,
O vento que me acaricia
É o mesmo que sua janela invade.
O tempo que nunca pára,
O Sol que percorre o infinito.
Como diamante negro você é minha jóia rara,
Obra esculpida, meu próprio monolito.
Não consigo me imaginar
Ausente de sua vida.
Tão difícil seria suportar
A saudade após sua partida.
Lamentaria cada singular momento,
Isso me deixaria profundamente infeliz.
Sua imagem gravada em meu pensamento
Produziria lágrimas tantas quantas as gotas de um chafariz.
Eduardo de Paula Barreto